sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Livro de Ester

O banquete de Assuero
E sucedeu nos dias de Assuero (este é aquele Assuero que reinou desde a Índia até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias). Naqueles dias, asssentando-se o rei Assuero sobre o trono do seu reino, que está na fortaleza de Susã. No terceiro ano de seu reinado, fez um convite a todos os seus príncipes e seus servos (o poder da Pérsia e Média e os maiores senhores das províncias estavam perante ele), para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber: cento e oitenta dias. E, acabados aqueles dias, fez o rei um convite a todo o povo que se achou na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real. As tapeçarias era de pano branco, verde, e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore os leitos eram de ouro e de prata, sobre um pavimento de pórfiro, e de mármore e de alabastro, e de pedras preciosas. E dava-se de  berber em vasos de ouro, e os vasos eram diferentes uns dos outros, e havia muito vinho real, segundo o estado do rei. E o beber era por lei, que ninguém forçasse a outro, porque assim o tinha ordenado o rei expressamente a todos os grandes da sua casa, que fizessem conforme à vontade de cada um. Também a rainha Vasti fez um banquete para as mulheres da casa real do rei Assuero.

Vasti, a rainha, recusa assistir ao banquete
E ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtã, e Abagta, Zetar, e a Carcas, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero. Que introduzissem na presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sau formosura, porque era formosa à vista. Porém a rainha Vasti recusou vir conforme à palavra do rei, pela mão dos eunucos, pelo que o rei muito se enfureceu, e ardeu nele a sua ira. Então perguntou o rei aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os negócios do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito. E os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Tarsis, Meres, Marsena, Memucã, os sete príncipes dos persas e dos medos, que viam a face do rei, e se assentavam os primeiros no reino). O que, segundo a lei, se devia fazer da rainha Vasti, por não haver cumprido o mandado do rei Assuero, pela mão dos eunucos? Então disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: Não somente pecou contra o rei a rainha Vasti, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero. Poruqe a notícia deste feito da rainha sairá a todas as mulheres, de modo que desprezarão a seus maridos aos seus olhos quando se disser: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não veio. E neste mesmo dia as princesas da Pérsia e da Média dirão o mesmo a todos os príncipes do rei, ouvindo o feito da rainha, e assim haverá assaz desprezo e indignação. Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um edito real, e escreva-se nas leis dos persas e dos medos, e não se quebrante que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero e o rei dê o reino dela à sua companheira que seja melhor do que ela. E, ouvindo-se o mandado, que o rei decretar em todo o seu reino (por que é grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde a maior até à menor. E pareceram bem estas palavras aos olhos do rei e dos príncipes, e fez o rei conforme à palavra de Memucã. Então enviou cartas a todas as províncias do rei, a cada província segundo a sau escritura, e a cada povo segundo a sau língua: Que cada homem fosse senhor em sua casa, e que isto se publicasse em todos os povos conforme a língua de cada um.

Assuero casa com Ester
Passadas estas coisas, e apaziguado já o furor do rei Assuero, lembrou-se de Vasti, e do que fizera, e do que se tinha decretado a seu respeito. Então disseram os mancebos do rei que lhe serviam: Busquem-se para o rei moças virgens, formosas à vista. E ponha o rei comissários em todas as províncias do seu reino, que reúnam todas as moças virgens, formosas à vista, na fortaleza de Susã, na casa das mulheres, debaixo da mão de Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres, e dêem-se-lhes os seus enfeites. E a moça que parecer bem aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti. E isto pareceu bem aos olhos do rei, e assim fez. Havia então um homem judeu na fortaleza de Susã, dujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita. Que fora transportado de Jerusalém, com os cativos que foram levados com Jeconias, rei de Judá, o qual transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia. Este criara a Hadassa (que é Ester, filha do seu tio), porque não tinha pai nem mãe, e era moça bela de parecer, e formosa à vista, e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha. Sucedeu pois que, divulgando-se o mandado do rei e a sau lei, e ajuntando-se muitas moças na fortaleza de Susã, debaixo da mão de Hegai, também levaram Ester à casa do rei, debaixo da mão de Hegai, guarda das mulheres. E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele, pelo que se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus alimentos, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei, e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres. Ester porém não declarou o seu povo e a sau parentela, porque Mardoqueu lhe tinha ordenado que o não declarasse. E passeava Mardoqueu cada dia diante do pátio da casa das mulheres, para se informar de como Ester passava, e do que lhe sucederia. E, chegando já a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres). Desta maneira pois entrava a moça ao rei, tudo quanto ela desejava se lhe dava, para ir da casa das mulheres à casa do rei. Á tarde entrava, e pela manhã tornava à segunda casa das mulheres, debaixo da mão de ASaazgaz, eunuco do rei, guarda das concubinas, não tornava mais ao rei, salvo se o rei a desejasse,e fosse chamada por nome. Chegando pois a vez de Ester, filha de Abigail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres, e alcançava Ester graça aos olhos de todos quanto a viam. Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado. E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens, e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti. Então o rei fez um grande convite a todos os seus príncipes e aos seus servos para a festa de Ester,e deu repouso às províncias, e fez presentes segundo o estado do rei. E reunindo-se segunda vez as virgens , Mardoqueu estava assentado à porta do rei. Ester porém não declarava a sua parentela e o seu povo, como Mardoqueu lhe ordenara, porque Ester cumpria o mandado de Mardoqueu, como quando a criara.

Mardoqueu descobre uma conspiração
Naqueles dias,assentando-se Mardoqueu à porta do rei, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, Bigtã e Teres, grandemente se indignaram, e procuraram pôr as mãos no rei Assuero.
E veio isto ao conhecimento de Mardoqueu, e ele o fez saber à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de Mardoqueu. E inquiriu-se o negócio, e se descobriu, e ambos foram enforcados numa força, e foi escrito nas crônicas perante o rei.

Hamã é exaltado, e cria ódio a Mardoqueu
Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu lugar acima de todos os príncipes que estavam com ele. E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã, porque assim tinha ordenado o rei acerca dele, porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava. Então os servos do rei, que estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que traspassas o mandado do rei? Sucedeu pois que, dizendo-lhe eles isto de dia em dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, porque ele lhes tinha declarado que era judeu. Vendo pois Hamã que Mardoqueu se não inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor. Porém em seus olhos teve em pouco o pôr as mãos só em Mardoqueu (porque lhe haviam declarado o povo de Mardoqueu), Hamã pois procurou destruir a todos os judeus que havia em todo o reino de Assuero, ao povo de Mardoqueu.

Hamã pretende matar todos os judeus
No primeiro mês ( que é o mês de nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto, é, a sorte, perante Hamã, de dia em dia, e de mês em mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de adar. E Hamã disse ao rei Assuero: Existe espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as leis do rei, pelo que não convém ao rei deixá-lo ficar. Se bem parecer ao rei,escreva-se que os matem, e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei. Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus. E disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada, como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos. Então chamaram os escrivães do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo, e conforme a tudo quanto Hamã mandou se escreveu aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província e aos principais de cada povo, a cada província segundo a sau escritura, e a cada povo segundo a sua língua, em nome do rei Assuero se escreveu, e como anel do rei se selou. E as cartas se enviaram pela mão dos correios a todas as províncias do rei, que destruíssem, matassem e lançassem a perder a todos os judeus desde o moço até ao velho, crianças e mulheres, em um memso dia, a treze do duodécimo mês (que é mês de adar), e que saqueassem o seu despojo. Uma cópia do escrito para que se proclamasse a lei em cada província, foi enviada a todos os povos, para que estivessem preparados para aquele dia. Os correios, pois, impelidos pela palavra do rei,saíram, e a lei se proclamou na fortaleza de Susã, e o rei e Hamã se assentaram a beber, porém a cidade de Susã estava confusa.

A consternação e tristeza dos judeus
Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu os seus vestidos, e vestiu-se de um saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor. E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei. E em todas as províncias aonde a palvra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação, e muitos estavam deitados em saco e em cinza. Então vieram as moças de Ester, e os seus eunucos, e fizeram-lhe saber, do que a rainha muito se doeu, e mandou vestidos para vestir a Mardoqueu, e tirar-lhe o seu saco, porém ele os não aceitou. Então Ester chamou a Hataque (um dos eunucos do rei, que este, tinha posto na presença dela), e deu-lhe mandado para Mardoqueu, para saber, que era aquilo, e para quê. E, saindo Hataque a Mardoqueu, à praça da cidade que estava diante da porta do rei. Mardoqueu lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido, como também a oferta da prata, que Hamã dissera que daria para os tesouros do rei, pelo sjudeus para os lançar a perder. Também lhe deu a cópia da lei escrita que se plubicaram em Susã para os destruir, para a mostgrar a Ester, e lha fazer saber, e para lhe ordenar que fosse ter com o rei, e lhe pedisse e publicasse na sua presença pelo seu povo. Veio pois Hataque e fez saber a Ester as palavras de Mardoqueu. Então disse Ester a Hataque, e mandou-lhe dizer a Mardoqueu. Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei bem sabem que todo o homem ou mulher que entrar ao rei, no pátio interior, sem ser chamado não há senão uma sentença a de morte, salvo se o rei esternder par aele o cetro de ouro, para que viva. E eu estes trinta dias não sou chamada para entrar ao rei. E fizeram saber a Mardoqueu que tornassem a dizer a Ester: Não imagines em teu ânimo que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus. Porque se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para o sjudeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis, e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas moças também assim jujuaremos, e assim irei ter com o rei ainda que não é segundo a lei, e, perecendo pereço. Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou.

Ester entra à presença do rei, e convida-o e a Hamã, para dois banquetes
Sucedeu pois que ao terceiro dia Ester se vestiu de seus vestidos reais, e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei, e o rei estava assentado sobre o seu trono reial, na casa real, defronte da porta do aposento. E sucedeu que, vindo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos, e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou na ponta do cetro. Então o rei lhe disse: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se dará. E disse Ester: Ser bem parecer ao rei, venha o rei e Hamã hoje ao banquete que lhe tenho preparado. Então disse o rei: Fazei apressar e Hamã, que cumpra o mandado de Ester. Vindo pois o rei e Hamã ao banquete, que Ester tinha preparado, disse o rei A Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. E qual é o teu requerimento? E se fará, ainda até metade do reino. Então respondeu Ester, e disse: Minha petição e requerimento é: Se achei graça aos teus olhos do rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a minha petição, e outorgar-me o meu requerimento, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar, e amanhã farei conforme ao mandado do rei. Então saiu Hamã naquele dia alegre e de bom ânimo, porém, vendo Hamã a Mardoqueu à porta do rei e que não se levantara nem se movera diante dele, então Hamã se encheu de furor contra Mardoqueu. Hamã porém se refreou, e veio à sua casa, e enviou, e mandou vir os seus amigos, e a Zeres sau mulher. E contou-lhes Hamã a glória das suas riquezas e a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e aquilo em que o tinha exaltado sobre os príncipes e servos do rei. Disse mais Hamã: Tão pouco a rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que tinha preparado, senão a mim, e também para amanhã estou convidado por ela juntamente com o rei. Porém tudo isto me não satisfaz, enquanto vir o judeu Mardoqueu assentado à porta do rei. Então lhe disse Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinquenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que enforquem nela Mardoqueu, e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, e mandou fazer a forca.

O rei lê as crônicas e determina honrar Mardoqueu
Naquela mesma noite fugiu o sono do rei, então mandou trazer o livro das memórias das cônicas e se leeram diante do rei. E achou-se escrito que Mardoqueu tinha dado notícia de Bigtã e de Teres, dois eunucos do rei, dos da guarda da porta, de que procuraram pôr as mãos no rei Assuero. Então disse o rei: Que honra e galardão se deu por isto a Mardoqueu? E os mancebos do rei, seus servos, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez. Então disse o rei: Quem está no pátio? E Hamã tinha entrado no pátio exterior do rei, para dizer ao rei que enforcasssem a Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. E os mancebos do rei lhe disseram: Eis que Hamã está no pátio. E disse o rei que entrasse. E, entrando Hamã, o rei lhe disse. Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então Hamã disse no seu coração: De quem se  agradará o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? Pelo que disse Hamã ao rei: O homem de cuja honra o rei se agrada. Traga o vestido real de que o rei se costuma vestir, monte também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. E entregue-se o vestido e o cavalo, à mão dum dos príncipes do rei, dos maiores senhores, e vistam dele aquele homem de cuja honra se agrada, e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada! Então disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma o vestido e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado à porta do rei, e coisa nenhuma deixes cair de tudo quanto disseste. E Hamã tomou o vestido e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!
Depois disto Mardoqueu voltou pra a porta do rei, porém Hamã se retirou correndo a sua casa, anojado,e coberta a cabeça. E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios, e Zeres, sua mulher lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da semnte dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás perante ele. Estando eles ainda falando com ele, chegaram os eunucos do rei, e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.

Ester denuncia Hamã
Vindo pois o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester, disse também o rei a Ester no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petilção, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu requerimento? Até metade do reino, se fará. Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu requerimento. Porque estamos vestidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e lançarem a perder, se ainda por servos e por servas nos vendesem, calar-me-ia, ainda que o opressor não recompensaria a perda do rei. Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse? E onde está esse, cujo coração o instigou a fazer assim? E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha. E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho para o jardim do palácio, e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida. Porque viu que já o mal lhe era determinado pelo rei. Tornando pois o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do rei, cobriram a Hamã o rosto. Então disse Harbona, um dos eunucos que serviam diante do rei: Eis que também a força de cinquenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara para bem do rei: Enforcai-o nela. Enforcaram pois a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou.

O rei concede a Mardoqueu um edito em favor dos judeus
Naquele mesmo dia deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus, e Mardoqueu veio perante o rei, porque Ester tinha declarado o que lhe era. E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester pôs a Mardoqueu sobre a casa de Hamã. Falou mais Ester perante o rei, e se lhe lançou aos pés, e chorou, e lhe suplicou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e o seu intento que tinha intentado contra os judeus. E estendeu o rei para Ester o cetro de ouro. Então Ester se levantou, e se pôs em pé perante o rei. E disse: Se bem parecer ao rei, e se eu achei graça perante ele, e se este negócio é reto diante do rie, e se eu lhe agrado aos seus olhos, escreva-se que se revoguem as cartgas e o intento de Hamã filho de Hamedata, o agagita, as quais ele escreveu para lançar a perder os judeus, que há em todas as províncias do rei. Por que como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a pedição da minha geração? Então disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram numa forca, porquanto quisera por as mãos nos judeus. Escrevei pois aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, e em nome do rei, e selai-o com o anel do rei, porque a escritura que se escreve em nome do rei, e se sela com o anel do rei, não é para revogar. Então foram chamados os escrivães do rei, naquele mesmo tempo, e no mês terceiro (que é o mês de sivã), aos vinte e três do mesmo, e se escreveru conforme a tudo quanto ordenou Mardoqueu aos judeus, como também aos sátrapas, e aos governadores, e aos maiorais das províncias que se estendem da Índia até à Etiópia, cento e vinte e sete provínciasm a cada província segundo a sua escritura, e a cada povo conforme a sua língua, como também aos judeus segndo a sau escritura, e conforme a sau língua. E se escreveu em nome do rei Assuero, e se selou com o anel do rei: e se enviaram as cartas pela mão de correios a cavalo, e que cavalgavam sobre ginetes, que eram das cavalarias do rei. Nelas o rei concedia aos judeus, que havia em cada cidade, que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e assolarem a todas as forças do povo e província que com eles apertassem, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus despojos. Num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar. E uma cópia da carta, que uma ordem se anunciara em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, para se vingarem dos seus inimigos. Os correios sobre ginetes das cavalarias do rei apressuradamente sairam, impelidos pela palavra do rei: e foi publicada esta ordem na fortaleza de Susã. Então Mardoqueu saiu da presença do rei com um vestido real azul celeste e barnco, como também com uma grande coroa de ouro, e com uma capa de linho fino, e púrpura, e a cidade de Susã exultou e se alegrou. E para o sjudeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra. Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria, e gozo, banquentes e dias de folguedo, e muitos entre os povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.

Os judeus matam os seus inimigos
E no mês duodécimo, que é o mês de Adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os que se assenhorearam dos seus aborrecedores. Porque os judeus nas suas cidades, em toas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal, e nenhum podia, resitir-lhes, porque o seu terror caiu sobre todos aqueles povos. E todos os maiorais das provincias, e os sátrapas, e os governadores, e os que faziam a obra do rei, auciliavam os judeus porque tinha caído sobre eles o temor de Mardoqueu. Porque Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama saía por todas as províncias, porque o homem Mardoqueu se ia engrandecendo. Feriram pois os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, e com matança e com destruição, e fizeram dos seus aborrecedores o que quiseram. E na fortaleza de Susã mataram e destruíram os judeus quinhentos homens. Como também a Parsandata, e a Dalfom, e a Aspata. E a Porata, e a Adália, e a Aridata. E a Farmasta,e a Arisai, e a Aridai,e a Vaizata. Os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, inimigo dos judeus, foram mortos, porém ao despojo não estenderam a sua mão. No mesmo dia veio perante o rei o número dos mortos na fortaleza de Susã. E disse o rei à rainha Ester: Na fortaleza de Susã mataram e destruíram os judeus quinhentos homens, e os dez filhos de Hamã, nas mais províncias do rei que fariam? Qual é pois a tua petição? E dar-se-te-á. Ou qual é ainda o teu requerimento? E far-se-á. Então disse Ester: Se bem parecer ao rei, conceda-se também amanha aos judeus que se acham em Susã que façam conforme ao mandado de hoje, e enformquem os des filhos de Hamã numa forca. Então disse o rei que assim se fizesse, e publicou-se um edito em Susã e enforcaram os dez filhos de Hamã. E reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de Adar, e mataram em Susã a trezentos homens, porém ao despojo não estenderam a sua mão. Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram para se porem em defesa da sua vida, e tiveram repouso dos seus inimigos, e matram dos seus aborrecedores setenta e cinco mil, porém ao despojo não estenderam a sau mão. Sucedeu isto no dia treze do mês de adar, e repousaram no dia catorze do mesmo, e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. Também os judeus, que se achavam emSusã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo, e repousaram no dia quinze do mesmo, e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. E também os judeus das aldeias, que habitavam nas vilas, fizeram do dia catorze do mês de adar dia de alegria e de banquetes,e dia de folguedo, e de mandarem presentes uns aos outros.

A festa de purim
E Mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as povíncias do rei Assuero, aos de perto, e aos de longe. Ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos. Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de folguedo, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres.E se encarregaram os judeus de fazerem o que já tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito. Porque Hamã, filo de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus, e tinha lançado Pur, isto é a sorte para os assolar e destruir. Mas, vindo isto perante o rei, mandou ele por cartas que o seumau intento, que intentara contra os judeus, se tornasse sobre a sua cabeça, pelo que o enforcaram a ele e a seus filhos numa forca. Por isso àqueles dias chamam purim, do nome Pur, pelo que também por causa de todas as palavras daquela carta, e do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido. Confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua semente, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos. E que estes dias seriam lembrados e guardados por cada geração, família, província,e cidade, e que estes dias de purim se celebrariam entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua semente. Depois disto, escreveu a rainha Ester,filha de Abigail, e Mardoqueu o judeu, com toda a força, para confirmarem segunda vez esta carta de purim. E mandaram cartas a todos os judeus às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e fidelidade. Para confirmarem estes dias de purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente, acerca do jejum e do seu clamor. E o mandado de Ester estabeleceu o que respeitava ao purim, e escreveu-se num livro.

Exaltação de Mardoqueu
 Depois disto pôs o rei Assuero tributo sobre a terra, e sobre as ilhas do mar. E todas as obras do seu poder e do seu valor, e a declaração da guardeza de Mardoqueu, a quem o rei engrandeceu, porventura não estão escritas no livro das crônicas dos reis da Média e da Pérsia? Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e agradável para com a multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo,e trabalhando pela prosperidade de toda a sua nação.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Livro de Neemias

Neemias, sabendo o triste estado de Jerusalém, ora a Deus
As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza. Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá, e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que restaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém fendido, e as suas portas queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias,e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos. Estejam pois atentos os teus ouvidos, e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos: e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti, também eu e a casa de meu pai pecamos. De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos,
Nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés teu servo. Lembra-te,pois, da palavra que ordenaste a Moisés teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos. E vós convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os fareis, então, ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. Ah! Senhor, estejam pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome,  e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei.

Artaxerxes permite a Neemias ir a Jerusalém e edificar os muros
Sucedeu pois no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele e eeu tomei o vinho, e o dei ao rei, porém nunca antes estivera triste diante dele. E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi muito em grande maneira. E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a ciade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo? E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei aos Deus dos céus, e disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique. Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. Disse mais ao rei: se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me dêem passagem até que chegue a Judá. Como também uma carta para Asafe, guarda do jardim do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, e para o muro da cidade, e para a cassa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim. Então vim aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei, e o rei tinha enviado comigo chefes do exército e cavaleiros. O que ouvindo sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhe desagradou em grande desagrado que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel. E cheguei a Jerusalém, e estive ali três dias. E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, enão declarei a ningue´pm o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém, e não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado. E de noite saí pela prota do vale, para a banda da fonte do dragão, e par aa prota do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo. E passei à porta da fonte, e ao viveiro do rei, e não havia lugar por onde pudesse passar a cavalgadura que estava debaixo de mim. Então de noite subi pelo ribeiro, e contemplei oo muro, e voltei, e entrei pela porta do vale, e assim voltei. E não souberam os magistrados Aonde eu fui nem o que eu fazia: porque ainda eté então nem aos judeus, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra, tinha declarado coisa alguma. Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo, vinde pois e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não estejamos mais em opróbio. Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? Então lhes respondei, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar, e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos, mas vos não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém.

Dos que trabalharam na edificação dos muros
E levantou-se Eliasibe, o sumo sacerdotes, com os seus irmãos, os sacerdotes, edificaram a porta do gado, a qual consagraram, e levantram as suas protas, e até a torre de Meá consagraram, e até a torre de Hananel. E junto a ele edificaram os homens de Jericó, também ao seu lado edificou Zacur, filho de Inri. E a porta do peixe edificaram os filhos de Senaa, a qual emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e so seus ferrolhos. E ao seu lado reparou Meremote, filo de Urias, o filho de Cós, e ao seu lado reparou Mesulão, filho de Berequias, o filo de Meezabel, e ao seu lado reparou Zadoque, filho de Baana. E ao seu lado repararam os tecoítas, porém os nobres não meteram, o seu pescoço ao serviço de seu senhor. E a porta velha repararam-na Joiada, filho de Paseá, e Mesulão, filho de Besodias, estes a emadeiraram, e levantram as suas portas comas suas fechaduras e os seus ferrolhos. e ao seu lado repararam Melatias, o gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeom, e Mispá, que pertenciam ao domínio do governador daquém do rio. Ao seu lado reparou Uziel, filho de Haraías, um dos ourives, e ao seu lado reparou Hananias, fiho dum dos boticários, e fortificaram a Jerusalém até ao muro largo. E ao seu lado reparou Refaías, filho de Hur, maioral da metade de Jerusalém. E ao seu lado reparou Jedaías filho de Harumafe, e defronte de sua casa, e ao seu lado reparou Hatus, filho de Hasabnéias. A outra porção reparou Malquias, filo de Harim, e Hasube, filho de Paate-Moabe, como também a torre dos fornos. E ao seu lado reparou Salum, filho de Loés, maioral da outra meia parte de Jerusalém. ele e suas filhas. A porta do vale reparou-a Hanum e os moradores de Zanoa, estes a edificaram, e lhe levantaram as portas com fechaduras e os seus ferrolhos, como também mil côvados do muro, até à porta do monturo. E a porta do monturo reparou-a Malquias, filho de Recabe, maioral do distrito de Bete-Querém, este a edificou, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. E a porta da fonte reparou-a Salum, filho de Colhoze, maioral do distrito de Mizpá, este a edificou, e a cobriu, e lhe levantou as portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos, como também o muro do viveiro de Sela, ao pé do jardim do rei,mesmo até aos degraus que descem da cidade de Davi. Depois dele edificou Neemias, filho de Azbuque, maioral da metade de Bete-Zur, até defronte dos sepulcros de Davi, e até ao viveiro artificial, e até à casa dos varões. Depois dele repararam os levitas, Reum, filho de Bani, ao seu lado reparou Hasabias, maioral da metade Queila, no seu distrito. Depois dele repararam seus irmãos, Bavai, filo de Henadade, maioral da outra meia parte de Queila. Ao seu lado reparou Ezer, filho de Jesua, maioral de Mizpá, outra porção, defronte da subida para acasa das armas, à esquina. Depois dele reparou com grande ardor Baruque, filho de Zabai, outra medida, desde a esquina até à porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote. Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Cós, outra porção, desde a porta da casa de Eliasibe, até à extremidade da casa de Eliasibe. E depois dele repararam os sacerdotes que habitavam na campina. Depois repararam Benjamim e Hasube, defronte da sua casa, depois dele reparou Azarias, filho de Maaséias, o filho de Ananias, junto à sua casa. Depois dele reparou Binuí, filho de Hanadade, outra porção, desde a casa de Azarias até à esquina, e até ao canto. Palal, filho de Uzai, reparou defronte da esquina, e a torre que sai da casa real superior, que está junto ao pátio da prisão, depois dele reparou Pedaías, filho de Parós. Ora os netineus habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, par ao oriente, e até à torre alta. Depois repararam os tecoítas outra porção, defronte da torre grande e alta, e até ao muro de Ofel. Desde a porta dos cavalos repararam os sacerdotes, cada um defronte da sua casa. Depois deles reparou Zadoque, filho de Imer, defronte de sua casa, e depois dele reparou Semaías, filho de Secanias, guarda da porta oriental. Depois dele reparou Hananias, filho de Selemias, e Hanum, filho de Zalafe, o sexto outra porção, depois dele reparou Mesulão, filo de Berequias, defronte da sua câmara. Depois dele reparou Malquias, filho de um ouvires, até à casa dos netineus e mercadores, defronte da porta de Mifcade, e até à câmara do canto. E entre a câmara do canto e a porta do gado repararam os ourives e os mercadores.

Os inimigos pretendem retardar a edificação dos muros
E sucedeu que,ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus. e falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse:Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? E estava com ele Tobias, o amonitas, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará facilmente o seu muro de pedra. Ouve, ó nosso Des, que somos tão desprezados, e caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro. E não cubras a sua iniquidade, e não se risque diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram defronte dos edificadores. Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade, porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, e os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo. E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear Jerusalém, e para os desviarem do seu intento. Porém nós oramos ao nosso Deus, e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles. Então disse Judá: Já desfaleceram as forças dos acarretadores, e o pó é muito e nós não poderemos edificar o muro. Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos, assim faremos cessar a obra. E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram, de todos os lugares, que tornavam a nós. pelo que pus guarda nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos, e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. e olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Não os temais, lembrai-vos do Senhor,grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filos, vossas mulheres e vossas casas. E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. E sucedeu que dede aquele dia metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade deles tinha as lanãs, os escudos, os arcos,e as couraças, e os chefes etavam por detrás de toda a casa de Judá. os que edificavam o muro, e os que traziam as cargas, e os que carregavam, cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam, e o que tocava a trombeta estava junto comigo. E disse eu aos nobres, e ao magistrados, e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estávamos apartados do muro, longe uns dos outros. no lugar onde ouvirdes o som da buzina ali vos ajuntareis conosco, o nosso Deus pelejará por nós. Assim trabalhávamos na obra, e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas. Também naquele tempo disse o povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra. E nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos os nossos vestidos, cada um ia com suas armas à água.

Os pobres murmuram contra os ricos, Neemias repreende os últimos
Foi porém grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus seus irmãos. Porque havia quem dizia: Com nossos filos, e nossas filhas, nós somos muitos, pelo que tomemos trigo para que comamos e vivamos. Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas, e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. Também havia quem dizia: Tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos, e eis que sujeitamos nossos fihos e nossas filhas para serem servos, e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas que já não estão no poder de nossas mãos, e os outros têm as nossas terras e as nossas vinhas. Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me enfadei. e considerei comigo mesmo no meu coração, depois pelejei com os nobres e com os magistrados, e disse-lhes: uma tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento. E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses, e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós? Então se calaram, e não acharam que responder. Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbio dos gentios, os nossos inimigos? Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro lhes temos dado dinheiro e tribo. Deixemos este ganho. Restituí-lhes hoje, vos peço as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais, e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do tribo do mosto, e do azeite, que vós exigis deles. Então dissseram: Restituir-lho-emos, e nada procuraremos deles, faremos assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e o fiz jurar que fariam conforme a esta palavra. Também o meu regaço sacudi, e disse: Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que não cumprir esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao Senhor, e o povo fez conforme a esta palavra. Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, dessde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador. Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho, e além disso, quarenta siclos de prata, ainda também os seus moços dominavam sobre o povo, porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus. Antes também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos, e todos os meus moços se ajuntaram ali à obra. Também cento e cinquenta homens dos judeus e dos magistrados, e os que vinham a nós, dentre as gentes, que estão à roda de nós, se punham à minha mesa. E o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas, também aves se me preparavam, e de dez em dez dias de todo o vinhos muitíssomo, e nem por isso exigi o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande. Lembra-te de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

Os inimigos conspiraram para surpreender e intinidar Neemias
Sucedeu mais que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro, e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais. Sambalate e Gesém enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. E einviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer: por que cessasria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? E da mesma maneira enviaram a mim quatro vozes, e da mesam maneira lhes respondi. Então Sambalate da mesma maneira pela quinta vez me enviou o seu moço com uma carta aberta na sua mão. E na qual estava escrito: Entre as gentes se ouviu, e Gusmu, diz, que tu e os judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificais o muro, e que tu te farás rei deles segundo estas palavras. E que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém dizendo: Este é o rei em Judá. Ora o rei o ouvirá,segundo estas palavras, vem pois agora e consultemos juntamente. Porém eu enviei a dizer-lhe: Se tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu, mas tu do teu coração o inventas. Porque todos eles nos procuravam atemorizar, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora pois, ó Deus, esforça as minhas mãos. E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo, porque virão matar-te, sim, de noite virão matar-te. Porém eu disse: Um homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo e viva? De maneira nenhuma entrarei. E conheci que eis que não era Deus quem o enviara, mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse, e pecasse, par aque tivessem alguma coisa a fim de me infamarem, e assim me vituperarem. Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme a estas suas obras, e também da profetisa Noadia, e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me. Acabou-se pois o muro aos vinte e cinco de Elul, em cinquenta e dois dias. e sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram, todos os gentios que havia em roda de nós, e abateram-se muito em seus próprios olhos, porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra. Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas, que iam para Tobias, e as cartas de Tobias vinham para eles. Porque muitos em Judá se lhe ajuramentaram, porque era genro de Secanias, filho de Ará, e seu filho Joanã, tomara a filha de Mesulão, filho de Berequias. Também as suas bondades contavam perante mim, e as minhas palavras lhe levavam a ele, portanto Tobias escrevia cartas para me atemorizar.

Neemias estabelece guardas e faz uma relação dos que primeiro vieram a Jerusalém
Sucedeu mais que, depois que o muro fora edificado, eu levantei as portas, e foram estabelecidos os porteiros, e os cantores,e os levitas. Eu nomeei a Hanani, meu irmção, e a Hananias, maioral da fortaleza, sobre Jerusalém, porque era como homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos. E disse-lhes: não se abram as protas de Jerusalém até que o sol aqueça, e enquanto assistirem ali fechem as portas e vós trancai-as, e ponham-se guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada um diante da sua casa. E era a cidade larga de espaço, e grande, porém pouco povo havia dentro dela, e ainda as casas não estavam edificadas. Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, e os magistrados, e o povo, para registrar as genealogias. E achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro e assim achei escrito nele. Estes são os filhos de província, que subiram do cativeiro, os transportados, que transportava Nabucodonosor, rei de Babilônia, e voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade. Os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mardiqués, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum, e Baana, este é o número dos homens do povo de Israel. Foram os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois. os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois. Os filhos de Ará, seiscentos e cinquenta e dois. Os filhos de Paate-Moabe,dos filhos de Jesua e de Joabe, dois mil oitocentos e dezoito. Os filhos de Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. Os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco. Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. Os filos de Binuí, seiscentos e quarenta e oito. Os filos de Babai, seiscentos e vinte e oito. Os filhos de Azgade, dois mil trezentos e vinte e dois. Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete. Os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete. Os filhos de Adim, seiscentos e cinquenta e cinco. Os filhos de Ater, de Hezequias, noventa e oito. Os filhos de Hassum, trezentos e vinte e oito. Os filhos de Besai, trezentos e vinte e quatro. Os filhos de Harife, cento e doze. Os filhos de Gibeom, noventa e cinco. Os homens de Belém e de Netofá, cento e oitenta e oito. Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. Os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois. Os homens de Quiriate-Jearim, Cefira, e Beerote, setecentos e quarenta e três. Os homens de Ramá e Geba, seiscentos e vinte e um. Os homens de Micmas, cento e vinte e dois. Os homens de Betel, Ai, cento e vinte e três. Os homens doutra Nebo, cinquenta e dois. Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. Os filhos de Harim, trezentos e vinte. Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. Os filhos de Lode, Hadide e Ono, setecentos e vinte e um. Os filhos de Senaa, três mil hovecentos e trinta. Os sacerdotes: Os filhos de Jedaías, da casa de Jesua, novecentos e setenta e três. Os filhos de Imer, mil e cinquenta e dois. Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete. Os filos de Harim, mil e dezessete. Os levitas: Os filhos de Jesua, de Cadmiel, dos filhos de Hodeva, setenta e quatro. Os cantores: Os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito. Os porteiros: Os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Hacube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito. Os netineus: Os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote. Os filhos de Queros, os filhos de Sia, os filhos de Padom, Os filhos de Lebana, os filos de Hagaba, os filhos de Salmai. Os filhos de Henã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar. Os filhos de Reaías, os filos de Resim, os filhos de Necoda. Os filos de Gazão, os filos de Uzá os filos de Paseá. Os filhos de Besai, os fihos de Meunim, os filhos de Nefussim, os filhos de Bacbuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur, os filhos de Baslite, os filhos de Meida, os filhos de Harsa. Os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Temá. Os filhos de Nesiague, os filhos de Hatifa. Os filhos dos servos de Salomão. Os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida.Os filhos de Jaela, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel. Os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Zabaim, os filhos de Amom. Todos os netineus e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois. Também estes subiram de Telmela: Telarsa, Querube, Adom, e Imer porém não puderam mostrar a casa de seus pais e a sua linhagem, se eram de Israel. Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. E dos sacerdotes: Os filhos de Hebaías, os filhos de Cós, os filhos de Barzilai, que tomara uma mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e se chamou do nome delas. Estes buscaram o seu registro, querendo contar a sua geração, porém, não se achou, pelo que, como imundos, foram excluídos do sacerdócio. E o tirsata lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se aprestasse um sacerdote com Urim e Tumim. toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta. Afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete, e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. Os seus cavalos, setecentos e tritna e seis,os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco. Camelos, quatrocentos e trinta e cinco, jumentos, seis mil setecentos e vinte. E um parte dos cabeças dos pais deram para a obra, o tirsata deu para o tesouro, em ouro, mil dracmas, cinquenta bacias, e quinhentas e trinta vezes sacerdotais. E alguns mais dos cabeças dos pais deram para o tesouro da obra, em ouro, vinte mil dracmas, e em prata, dois mil e duzentos arráteis. E o que deu o resto do povo foi, em ouro vinte mil dracmas e em prata dois mil arráteis, e sessenta e sete vestes sacerdotais. E habitaram os sacerdotes, e os levitas, e os porteiros, e os cantores,e alguns do povo e os netineus, e todo o Israel nas suas cidades.

Esdras lê a lei diante do povo
E chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas, e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel. E Esdras, o sacerdote, trouxer a lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres, e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês. E leu nela diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e entendidos, e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim, e estavam em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, e Sema, e Anaias, e Urias, e Hilquias, e Maaséias, e à sua mão esquerda, Pedaías, e Misael, e Melquias, e Hasum, e Hasbadana, Zacarias, e Mesulão. E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo, porque estava acima de todo o povo, e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu: Amém, Amém! Levantando as suas mãos, e inclinaram-se, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra. E Jesua, e Bani, e Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Ha-Nã, Pelaias, e os levitas ensinavam ao povo na lei, e o povo estava no seu posto. E leram no livro da lei de Deus: e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é soncagrado ao Senhor vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para sim porque este dia é consagrado ao nosso Senhor, portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos, poruqe este dia é santo: por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi a comer, e a beber,e a enviar porções, e a fazer grandes festas, porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.

A festa dos tabernáculos
E no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças dos pais de todo o pvoo, os sacerdotes, e os levitas, a Esdras, o escriba, e isto para atentarem nas palavras da lei. E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa no sétimos mês. Assim o publicaram e fizeram passar pregão por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zanbujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e  ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. Saiu pois o povo, e de tudo trouxeram e fizeram para si cabanas cada um no seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, e na praça da porta de Efraim. E toda a congregação dos que voltaram do cativeriro fizeram cabanas e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia, e houve mui grande alegria. E de dia em dia ele lia no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro, e celebraram a solenidade da festa ssete dias, e no oitavo dia a festa do encerramento, segundo o rito.

Arrependimento e confissão do pecado
E no dia vinte e quatro deste mês se ajuntaram os filhos de Irael com jejum e com sacos, e traziam terra sobre si. E a geração de Israel se apartou de todos os estranhos, e puseram-se em pé, e fizeram confissão dos seus pecados e das iniquidades de seus pais. E, levantando-se no seu posto, leram no livro da lei do Senhor seu Deus uma quarta parte do dia, e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor seu Deus. E Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus. E os levitas, Jesua e Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias, Petaquias, disseram: Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade, ora bendigam o nome da tua glória, que está levantado sobre toda a bênção e louvor. Tu só és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército,A terra e tudo quanto nela ha, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas em vida a todos, e o exército dos céus te adora. Tu és Senhor, o Deus que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste pro nome Abraão. E achaste o esu coração fiel perante ti, e fizeste com ele  o concerto, que lhe darias a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, e dos fereseus, e dos jebuseus, e dos girgaseus, para  adares à sua semente, e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo. E viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor jutno ao Mar Vermelho. E mostraste sinasis e prodígios a Faraó, e a todos os seus serfos, e a todo o povo da sua terra, porque soubeste que soberbamente os trataram, e assim te adquiriste nome, como hoje se vê. E o mar fendeste perante eles, e passaram pelo meio do mar, em seco, e lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra as águas violentas. E so guiaste de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir. E sobre o monte de Sinai desceste, e falaste com eles desde os céus, e deste-lhes juízos retos, e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. E o teu santo sábado lhes fizeste conhecer, e preceitos, e estatutos, e lei lhes mandaste pelo minist´rio de Moisés, teu servo. E pão dos céus lhes deste na sua fome, e água da rocha lhes produziste na sua sede, e lhes disseste que entrassem para possuírem a tera pela qual alçaste a tua mão, que lha havias de dar. Porém eles e nossos pais se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz, e na sua rebelião levantaram um chefe, a fim de voltarem para a sua servidão, porém tu, ó Deus perdoador, clemente, e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu os não desamparaste. Asinda mesmo quando ele sfizeram apra si um bezerro de fundição, e disserm: este é o teu Deus, que te turou do Egito, e cometeram grande blasfêmias. Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, os não deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca deles se apartou de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, par aos alumiar, e mostrar o caminho por onde haviam de ir. E deste o teu bom espírito, para os ensinar, e o teu maná não retiraste de sua boca, e água lhe sdeste na sua sede. Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto, falta nenhuma tiveram os seus vestidos se nçao  envelheceram, e os seu pés se não incharam. Também lhes deste reinos e povos, e os repartiste em porções, e eles possuíram a tera de Seom a saber, a terra do rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã. E multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e trouxeste-os à terra de que tinhas dito a seus pais que entrariam nela para a possuirem. Assim entraram nela os filos, e tomaram aquela terra, e abateste perante eles os moradores da terra, dos cananeus, e lhos entregaste na mão, como também os reis, e os povos da terra, para fazerem deles conforme  à sua vontade. E tomaram cidades fortes e terra gorda, e possuíram casas cheias de toda a fartura, cisternas cavadas,vinhas e olivais, e árvores de mantimento, em abundância,e comeram e se fartaram e engoradaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade. Porém se obstinaram, e se revoltaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que voltassem para ti, assim fizeram grandes abominações. Pelo que os entregaste na mão dos seus angustiadores, que os angustiaram, mas no tmepo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu os oiuviste, e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus angustiadores. Porém, em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti, e tu os deixavas na mão dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles, e convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes. E protestaste contra eles, para que voltassem para a tua lei, porém eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais o homem que os cumprir viverá e retiraram os seus ombros, e endureceram a sua cerviz, e não ouviram. Porém estendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos, e prostestaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas, porém eles não deram ouvidos, pelo que os entregaste na mão dos povos das terras. mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste porque és um Deus clemente e misericordioso. Agora posi, ó Deus nosso, ó Deus grande poderoso e terrível, que guardas o concerto e a beneficência, naõ tenhas em pouca conta a aflição que nos alcançou a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e aos nossos sacerdotes, e aos nosso profetas, e aos nossos pais, e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. Porém tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós porque tu fielmente te houveste, e nós impiamente nos houvemos. E os nossos reis, os nosso príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não guardaram a tua lei, e não deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles. Porque eles nem no seu reino, nem na muita abundância de bens que lhes deste, nem na terra espaçosa e gorda que puseste diante deles, te serviram, nem se converteram de suas más obras. Eis que hoje somos servos, e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto, e o seu bem, eis que somos servos nela. E ela multiplica os seus produtos para os reis, que puseste sobre nós, por causa dos nossos pecados, e conforme a sua vontade dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado, e estamos numa grande angústia. E com tudo isto fizemos um firme concerto, e o escrevemos, e selaram-no os nosso príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.

Os nomes dos que selaram o concerto
E os que selaram foram Neemias, o tirsata, filho de Hacalias, e Zedequias. Seraías, Azarias, Jeremias, Pasur, Amarias, Malquias, Hatus, Sebanias, Maluque, Harim, Meremote, Obadias, Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão, Abias, Miamim, Maaséias, Bilgai, Semaías, estes foram os sacerdotes. E os levitas: Jesua, filho de Azanias, Binuí, dos filhos de Henadade, Cadmiel. E seus irmãos: Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, Mica, Reobe, Hasabias, Zacur, Serebias, Sebanias, Hodias, Bani, Beninu. Os chefes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, Buni, Asgade, Bebai, Adonias, Bigvai, Adim, Ater, Hisquias, Azur, Hodias, Hasum, besai, Harife, Anatote, Nebai, Magpias, Mesulão, Hezir, Mezezabel, Zadoque, Jadua, Pelatias, Hanã, Anaias, Oséias, Hananias, Hasube, Holoes, Pilha, Sobeque, Reum, Hasabna, Maaséias, e Aías, Hanã, Anã, Maluque, Harim, Baana. E o resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os netineus e todos os que se tinham separado dos povos das terras para a lei de Deus, suas mulheres, seus filhos, e suas filhas, todos os sábios e entendidos. Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus, e de que guardariam e cumpririram todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos. E que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos. E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado algumas fazendas, e qualquer grão para venderem, nada tomaríamos deles no sábado, nem no dia santificado, e livre deixaríamos o ano sétimo, e toda e qualquer cobrança. Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte dum siclo, para o ministério da casa do nosso Deus. Para os pães da proposição, e para a contínua oferta de manjares, e para o contínuo holocausto dos sábados,das luas novas, para as festas solenes, e para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para reconciliar a Israel,e para toda a obra da casa do nosso Deus. também lançamos as sortes entre os sacerdotes, levirtas, e o povo, acerca da oferta da lenha que se havia de trazer à casa do nosso Deus, segundo as casas de nossos pais, a tempos determinados, de ano em ano, para se queimar sobre o altar do Senhor nosso Deus, como está escrito na lei. E que também traríamos as primeiras novidades da nossa terra, e todos os primeiros frutos de todas as árvores, de ano em ano, à casa do Senhor. E os primogênitos dos nosso filhos,e  os do nosso gado, como está escrito na lei, e que os primogênitos das nossas vacas e das nossas ovelhas traríamos à casa do nosso Deus, aos sacerdotes,que ministram na casa do nosso Deus. E que as primícias da nossa massa, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda a árvore, o mosto e o azeite, traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus, e os dízimos da nossa terra aos levitas, e que os levitas pagariam os dízimos em todas as cidades da nossa lavoura. E que o sacerdote, filho de Aarão, estaria com os levitas quando os levitas recebessem os dízimos,e que os levitas trariam os dízimos dos dí-zimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro. Porque àquelas câmaras os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas do grão, do mosto e do azeite, porquanto ali estão os vasos do santuário, como também os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores, e que assim não desampararíamos a casa do nosso Deus.

Relação dos que habitaram em Jerusalém
E os principes do povo habitaram em Jerusalém, mas o resto do povo lançou sortes, para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes nas outras cidades. E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam par ahabitar em Jerusalém. E estes são os chefes da província, que habitaram em Jerusalém (porém nas cidades de Judá habitaou cada um na sua possessão, nas suas cidades a saber, Israel, os sacerdotes, e os levitas e os netineus, e os filhos dos servos de Salomão). Habitaram pois em Jerusalém alguns dos filhos de Judá e dos filhos de Benjamim, dos filhos de Judá, Ataias, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias filho de Maalalel, dos filhos de Perez. E Maaséias filho de Baruque, filho de Colhoze, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, filho de Siloni. Todos os filos de Perez que habitaram em Jerusalém foram quatrocentos e sessenta e oito homens valentes. E estes são os filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Joede, filho de Pedaías, filho de Colaias, filho de Maaséias, filho de Itiel, filho de Jesaías. E depois dele Gabai, Salai: novecentos e vinte e oito. E Joel, filho de Zicri, superintendente sobre eles, e Judá, filho de Senua, segndo sobre a cidade. Dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joaribe, Jaquim. Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, maioral da casa de Deus. E seus irmãos, que faziam a obra da caasa, oitocentos e vinte e dois, e Adaías, filho de Jeroão, filho de Pelalias, filho de Ansi, filho de Zacarias, filho de Pasur, filho de Malquias. E seus irmãos, cabeças dos pais, duzentos e quarenta e dois, e Amasai, filho de Azareel, filho de Aazai, filho de Mesilemote, filho de Imer. E os irmãos deles, varões valentes, cento e vinte e oito, e superintendente sobre eles Zabdiel, filo de Gedolim. E dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, filho de buni. e Sabetai, e Jozabade, dos cabeças dos levitas, presidiam sobre a obra de fora da casa de Deus. E Matanias, filho de Mica, filho de Zabdi, filho de Asafe, o chefe. que era quem começava a dar graças na oração, e Bacbuquias, o segundo de seus irmãos, depois Abda, filho de Samua, filho de Galal, filho de Jedutum. Todos os levitas na santa cidade foram duzentos e oitenta e quatro. E os porteiros, Acube, Talmom, com seus irmãos, os guardas das portas, cento e setenta e dois.

Dos que habitaram nas cidades de Judá
E o resto de Israel dos sacerdotes e levitas, esteve em todas as cidades de Judá, cada um na sua herdade. E os netineus habitaram em Ofel, e Zia e Gispa presidiam sobre os netineus. E o superintendente dos levitas em Jerusalém foi Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho de Mica, dos filhos de Asafe, os cantores, ao serviço da casa de Deus. Porque havia um mandado do rei acerca deles, a saber, uma certa porção para os cantores, cada qual no seu dia. E Petaías, filho de Mesezabel, dos filos de Zerá filho de Judá, estava à mão do rei, em todos os negócios do povo. E quanto às aldeias, com as suas terras, alguns dos filhos de Judá habitaram em Quiriate-Arba, e nos lugares da sua jurisdiçãio, e em Dibom, e nos lugares da sua jurisdição, e em Jecabsel, e nas suas aldeias. E em Jesua, e em Molada, e em Bete-Pelete. E em Hasarsual e em Berseba, e nos lugares da sau jurisdição. E em Siclague e em Mecona, e nos lugares da sua jurisdição. E em En-Rimom, e em Zorá, e em Jarmute. Em Zanoa, Adulão, e nas suas aldeias, em Laquis, e nas suas terras, em Azaca, e nos lugares da sua jurisdição. E acamparam-se desde  Berseba até ao vale de Hinom. E os filhos de Benjamim, de Geba, habitaram em Micmas e Aía, e Betel, e nos lugares da sau jurisdição. E em Anatote, em Nobe, em Anania. Em Hasor, em Ramá, em Gitaim. Em Hadide, em Zeboim, em Nebalate. Em Lode, e em Ono, no vale dos artífices. E alguns dos levitas habitaram nos repartimentos de Judá e de Benjamim.

Os sacerdotes que vieram para Jerusalém com Zorobabel
Estes são sacerdotes e levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesua, Seraías, Jeremias, Esdras. Amarias, Maluque, Hatus, Secanias, Reum, Meremote, Ido, Ginetói, Abias, Miamim, Maadias, Bilga, Semaías, e Joiaribe, Jedaías, Salu, Amoque, Hilquias, Jedaías: estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesua. E foram os levitas: Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias, este e seus irmãos presidiam sobre os louvores. E Bacbuquias e Uni, seus irmãos, estavam defronte dele nas guardas. E Jesua gerou a Joiaquim, e Joiaquim gerou a Eliasibe, e Eliasiber gerou a Joiada. E Joiada gerou a Jônatas, e Jônatas gerou a Jadua. E nos dias de Joiaquim foram sacerdotes, chefes das casas dos pais de Seraías, e Meraias, de Jeremias, Hananias. De Esdras, Mesulão, de Amarias, Joanã. De Melicu, Jônatas, de Sebanias, José. De Harim, Adna, de Meraiote, Helcai. De Ido, Zacarias, de Ginetom, Mesulão. De Abias, Zicri, de Miamim, e de Moadias, Piltai. De Bilga, Samua, de Semaías, Jônatas. E de Joiaribe, Matenai, de Jedaías, Ezi. De Salai, Calai, de Amoque, Eber. De Hilquias, Hasabias, de Jedaías, Netanel. Dos levitas foram nos dias de Eliasibe inscritos como chefes das casas dos pais, Joiada, e Jonã, e Jadua como também os sacerdotes, até ao reinado de Dario o persa. Os filhos de Levi foram inscritos como chefes das casas dos pais no livro das crônicas, até aos dias de Joanã, filho de Eliasibe. Foram pois os chefes dos levitas: Hasabias, Serabias,e Jesuas, filho de Cadmiel, e seus irmãos estavam defronte deles par alouvarem e darem graças, segundo o mandado de Davi. Homem de Deus: guarda contra guarda. Matanias, e Bacbuquias, Obadias, Mesulaõ, Talmom, e Acube, eram porteiros, que faziam a guarda às tesourarias das portas. Estes foram nos dias de Joiaquim, filho de Jesua, o filho de Josadaque, como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba.

A dedicação dos muros
E na dedicação dos muros de Jerusalém buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, e com louvores, e com canto, santérios, alaúdes, e com harpas. E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campoina dos arredores de Jerusalém, como das aldeias de Netofati. Como também da casa de Gilgal, e dos campos de Gibeá, e Azmavete, porque os cantores tinham edificado para si aldeiras nos arredores de Jerusalém. E purificaram-se os sacerdotes e os levitas, e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro. Então fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro, e ordenei dois grandes coros e procissões sendo um à mão direita sobre o muro da banda da porta do monturo. E após eles ia Hosaías, e a metade dos príncipes de Judá. E Azarias, Esdras, e Mesulão, Judá, e Benjamim, e Semaías e Jeremias. E dos filhos dos sacerdotes, com trombetas, Zacarias, filho de Jônatas, o  filho de Semapias, filho de Matanias, filho de Micaias, filho de Zacur, filho de Asafe. E seus irmãos, Semaías, e Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Netanel, e Judá, e Hanani com os instrumentos músicos de Davi, homem de Deus, e Esdras, o escriba, ia adiante deles. Indo assim para a porta da fonte, e defronte deles, subiram as escadas da cidade de Davi pela subida do muro, desde cima da casa de Davi, até à porta das águas, da banda do oriente. E o segundo coro ia em frente, e eu após ele, e a metade do povo ia sobre o muro, desde a torre dos fornos até à muralha larga. E desde a porta de Efraim, e desde a porta velha, e desde a porta do peixe, e a torre de Hananeel e a torre de Meá, até à porta do gado,e pararm à porta da prisão. Então ambos os coros pararam na casa de Deus, como também eu, e a metade dos magistrados comigo. E os sacerdotes Eliaquim, Maaséias, Miniamim, Micaisa, Elioenai, Zacarias, e Hananias, iam com trombetas. Como também, Maaséias e Semaías, e Eleazar, e Uzi,e Joanã, e Malquias, e Elão, e Ezer, e faziam-se ouvir os cantores, juntamente com Jezraías, o superintendente. E sacrificaram no mesmo dia grandes sacrifícios, e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria, e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe.

O ministério do templo
Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, par aos tesouros para as ofertas alçadas, para as primícias, e para os dízimos, para ajuntarem nelas, das terras das cidades, as porções designadas pela lei para os sacerdotes e para os levitas, porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali. E faziam a guarda do seu Deus, e a guarda da purificação, como também os cantores e porteiros, conforme ao mandado de Davi e de seu filho Salomão. Porque já nos dias de Davi e de Asafe, desde a antiguidade, havia chefes dos cantores, e cânticos de louvores, e ação de graças a Deus. Pelo que todo o Israel já nos dias de Zorobaberl, e nos dias de Neemias, dava as porções dos cantores e dos porteiros a cada um no seu dia, e santificavam as porções para os levitas e os levitas santificavam para os filhos de Aarão.

Neemias remove diversos abusos
Naquele dia leu-se no livro de Moisés, aos ouvidos do povo, e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus. Porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água, antes assalariaram contra eles a Baalão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção. Sucedeu pois que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda a mistura. Ora antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias. E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, e os vasos, e os dízimos do grão, do mosto, e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. Mas durante tudo isto não estava eu em Jerusalém, porque noi ano trinta e dois de Artaxerxes, rei de Babilônia, vim eu ter com o rei, mas ao cabo de alguns dias tornei a alcançar licença do rei. E vim a Jerusalém, e compreendi o mal que Eliasibe fizera para  beneficiar a Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da casa de Deus. O que muito me desagradou, de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara.E, ordenando-o eu purificaram as câmaras, e tornei a trazer ali os vasos da casa de Deus, com as ofertas de manjares, e o incenso. Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinahm fugido cada um para a sua terra. Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus? Porém eu os ajuntei, e os restaurei no seu posto. Então todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros. E por tesoureiros pus sobre os celeiros a Selemias, o sacerdote, e a Zadoque, o escrivão e a Pedaías, dentre os levitas, e comele Hanã, filo de Zacur, o filho de Matanias, porque se tinham achado fiéis, e se lhes encarregou a eles a distribuição para seus irmãos. Por isto, Deus meu, lembra-te de mim, e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e às suas guardas). Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos, como também vinho, uvas e figos,e toda a casta de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado, e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. Também tírios habitavam dentro, que traziam peixe, e toda a mercadoria, que no sábado vendiam aos filhos de Judá e em Jerusalém. E contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando odia de sábado? Porventura não fizeram vossos pais assim, e nosso Deus não trouxe todo este mal sobre npos e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua ira sobre Israel, profanando o sábado. Sucedeu pois que, dando as portas de Jerusalém já sombra antes do sábado, ordenando-o eu, as portas se fecharam, e mandei que as não abrissem até passado o sábado, e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Então os negociantes e os vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes. Protestei pois contra eles, e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado. Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. (Nisto também, Deus meu, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a abundância da tua benignidade). Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas,amonitas, e moabitas. E seus filhos falavam meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filos, e não tomareis mais suas filhas, nem pra vossos filhos nem para vós mesmos. Porventura não pecou nisto Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas gentes rei semelhante a ele, e sendo amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E contudo as mulheres estranhas o fizeram pecar. E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estranhas? Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdotes, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim. Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também o concerto do sacerdócio e dos levitas. Assim os alimpei de todos os estranhos, e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sau obra. Como também para as ofertas da lenha em tempos determinados, e para as primícias. Lembra-te de mim, Deus meu, para bem.

domingo, 3 de junho de 2012

O livro de Esdras

Ciro convida os judeus a voltarem para Jerusalém e a edificarem o templo
No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da teerra, e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seupovo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel, ele é o Deus que habita em Jerusalém. E todo aquele que ficar em alguns lugarem em que andar preregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, e com ouro, e com fazenda e com gados, afora as dádivas voluntárias para a casa do Senhor, que habita em Jerusalém. Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém. E todos os que habitavam nos arredores lhes confortaram as mãos com vasos de prata, com ouro, com fazenda, e com gados, e com coisas preciosas, afor atudo o que volutnariamente se deu. Também o rei Ciro tirou os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonossor tinha trazido de Jerusalém, e que tinjha posto na casa de seus deuses. Estes tirou Ciro, rei da Pérsia, pela mão de Mitredate, o tesoureiro, que os deu por conta a Sesbazar, príncipe de Judá. E este é o número deles: Trinta bacias de ouro, mil bacias de prata, vinte e nove facas. Trinta taças de ouro, quatrocentas e dez taças de prata doutra espécie e mil outros vasos. Todos os vasos de ouro e de prata foram cinco mil e quatrocentos: todos estes levou Sesbazar, quando os do cativeiro subiram de Babilônia para Jerusalém.

A lista dos que voltaram de Babilônia para Jerusalém com Zorobabel
Estes são os filhos da província que subiram do cativeiro, dos transportados, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha levado para Babilônia, e tornaram a Jerusalém e a Judá, cada um para a sua casa. Os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baana. O número dos homens do povo de Israel: Os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois. Os filhos de Sefatioas, trezentos e setenta e dois. Os filhos de Ara, setecentos e setenta e cinco. Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesua-Joabe, dois mil oitocentos e doze. Os filhos de Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. Os filhos de Zatu, novecentos e quarenta e cinco. Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. Os filhos de Bani, seiscentos e quarenta e dois. Os filhos de Azgade, mil duzentos e vinte e dois. Os filhos de Adonic'ao, seiscentos e sessenta e seis. Os filhos de Bigvai, dois mil e cinquenta e seis. Os filhos de Adim, quatrocentos e cinquenta e quatro. Os filhos de Ater, de Hezequias, noventa e oito. Os filhos de Besai, trezentos e vinte e tres. Os filhos de Jora, cento e doze. Os filhos de Hasum duzentos e vinte e tres. Os filhos de Gibvar, noventa e cinco. Os filhos de Belém, cento e vinte e três. Os homens de Netofa, cinquenta e seis. Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. Os frilhos de Azmavete, quarenta e dois. Os filhos de Quiriate-Arim, Cefira e Bearote, setecentos e quarenta e três. Os filhos de Ramá, e Gibeá, seiscentos e vinte e um. Os homens de Micmas, cento e vinte e dois.Os homens de Betel e Ai, duzentos e vinte e três. Os filhos de Nebo, cinquenta e dois. Os filhos de Magbis, cento e cinquenta e seis. Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. Os filhos de Harim, trezentos e vinte. Os filhos de Lode, Hadide e Ono. setecentos e vinte e cinco. Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. Os filhos de Senaa, três mil seiscentos e trinta. Os sacerdotes: os filos de Jedaías, da casa de Jesua, novecentos e setenta e três. Os filhos de Imer, mil e cinquenta e dois. Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete. Os filhos de Harim, mil e dezessete. Os levitas: os filhos de Jesua e Cadmiel, dos filhos de Hodavias, setenta e quatro. Os cantores, os filhos de Asafe, cento e vinte e oito. Os filhos dos porteiros, os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, por todos, cento e trinta e nove. Os netineus, os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote. Os filhos de Queros, os filhos de Siaá, os filhos de Padom. Os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Acube. Os filhos de Hagabe, os filhos de Sanlai, os filhos de Hanã. Os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, os filhos de Reaías. Os filhos de Resim, os filhos de Necota, os filhos de Gazão. Os filhos de Uzar, os filhos de Paséia, os filhos de Besai. Os filhos de Asná, os filhos dos meunim, os filhos dos nefuseus. Os filhos de Bacbuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur. Os filhos de Baslute, os filhos de Meida, os filhos de Harsa. Os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Temá. Os filhos de Nésia, os filhos de Hatifa. Os filhos dos servos de Salomão, Os filhos de Sotai, os filhos de Soferete,, os filhos de Peruda. Os filhos de Jaala, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel. Os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim, os filhos de Ami. Todos os netineus, e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois. Também estes subiram de Tel-Mela e tel-Harsa, Querube, Adã e Imer, porém não puderam mostrar a casa de seus pais, e sua linhagem, se de Israel eram. Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinquenta e dois. E dos filhos dops sacerdotes, os filhos de Habaías, os filhos de Cós, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome. Estes buscaram o seu registro entre os que estavam registrados nas genealogias, mas não se acharam nelas, pelo que por imundos foram rejeitados do sacerdócio. E o Tirsata lhes disse que não comessem das coisas sagradas até que houvesse sacerdote com Urim, e com Tumim. Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta. Afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete, também tinha duzentos cantores e cantoras. Os seus cavalos, setecentos e trinta e seis, os seus muitos, duzentos e quarenta e cinco. Os seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco, os jumentos, seis mil setecentos e vinte. E alguns dos chefes dos pais, vindo à casa do Senhor, que habita em Jerusalém, deram voluntárias ofertas para a casa de Deus, para a fundarem no seu lugarl. Conforme ao seu poder, deram para o tesouro da obra, em ouro sessenta e uma mil dracmas, e em prata cinco mil arráteis, e cem vestes sacerdotais. E habitaram os sacerdotes e os levitas, e alguns do povo, tanto os cantores, como os porteiros, e os netineus, nas suas cidades, como também todo o Israel nas suas cidades.

É levantado o altar
Chegando pois o sétimo mês, e estando os filhos de Israel já nas cidades, se ajuntou o povo, como um só homem, em Jerusalém. E levantou-se Jesua filho de Josadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, o homem de Deus. E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras, e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos de manhã e de tarde. E celebraram a festa dos tabernáculos como está escrito: ofereceram holocaustos de dia em dia, por ordem, conforme ao rito, cada coisa no seu dia. E depois disto o holocausto contínuo, e os das luas novas e de todas as solenidades consagradas ao Senhor, como também de qualquer que oferecia oferta voluntária ao Senhor. Desde o primeiro dia do sétimo mês começaram a oferecer holocaustos ao Senhor: porém ainda não estavam postos os fundamentos do templo do Senhor. Deram pois o dinheiro aos cortadores e artífices, como também comida e bebida, e azeite aos sidônios, e aos tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para Jope, segundo a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia.

São postos os alicerces do templo
E no segundo ano da sua vinda à casa de Deus em Jerusalém, no segundo mês, começaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Josadaque, e os outros seus irmãos , os sacerdotes e os levitas e todos os que vieram do cativeiro a Jerusalém, e constituíram levitas da idade de vinte anos e daí para cima, para que aviassem a obra da casa do Senhor. Então se levantou Jesua, seus filhos, e seus irmãos, Cadmiel e sues filhos, os filhos de Judá, como um só homem, para vigiarem os que faziam a obra na casa de Deus, os filhos de Henadade, seus filhos e seus irmãos, os levitas. Quando pois o edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, então apresentaram-se os sacerdotes, já revestidos e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com saltérios, para louvarem ao Senhor, conforme à instituição de Davi, rei de Israel. E cantavam a revezes, louvando e celebrando ao Senhor, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com grande júbilo, quando louvaram ao Senhor, pela fundação da casa do Senhor. Porém muitos dos sacerdotes, e levitas e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeria casa, sobre o seu findamento, vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes, mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. De maneira que não discernia o povo as vozes de alegria das vozes do choro do povo, porque o povo jubilava com tão grande júbilo que as vozes se ouviam de mui longe.

Os samaritanos acusam os judeus ao rei Artaxerxes e a construção do templo é proibida
Ouvindo pois os adversários de Judá e benjamim que os que tornaram do cativeiro edificavam o templo ao Senhor Deus de Israel. Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, prouqe como vós, buscaremos a vosso Deus, como também já lhe sacrificamos desde os dias de Asaradom, rei de Assur, que nos mandou vir para aqui. Porém Zorobabel, e Jesua, e os outros chefes dos pais de Israel, lhes disseram: Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso Deus, mas nós sós a edificaremos ao Senhor Deus de Israel, coo nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia. Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar. E alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia. E sob o reino de Assuero, no princípio do seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém. E nos dias de Artaxerxes escreveu Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros da sua companhia, a Artaxerxes, rei da Pérsia, e a carta estava escrita em caracteres siríacos, e na língua siriaca. Escreveram pois Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, uma carta contra Jerusalém, ao rei Artaxerxes, nesta maneira. Então escreveu Reum, o chanceler e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia, dinaítas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susarquitas, deavitas, elamitas. E outros povos, que o grande e afamado Asnapar transportou, e que fez habitar na cidade de Samaria, e os outros dalém do rio, e em tal tempo. Este pois é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: Teus servos, os homens daquém do rio, e em tal tempo. Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jrusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando o seus muros, e reparando os seus fundamentos. Agora saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas, e assim se danificará a fazenda dos reis. Agora pois, como somos assalariado do paço, e não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos dar aviso ao rei. Para que se busque no livro da crônicas de teus pais, e então acharás no livro das crônicas, e saberás que aquela foi uma cidade rebelde e danosa aos reis, e províncias, e que nela houve rebelião em tempos antigos pelo que foi aquela cidade destruída. Nós pois fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção alguma desta banda do rio. E o rei enviou esta resposta a Reum, o chanceler, e a Sinsai, o escrivão, e aos mais da sua companhia, que habitavam em Samaria, como também ao resto dos que estavam dalém do rio, Paz! E em tal tempo. A carta que nos enviastes foi esplicitamente lida diante de mim. E, ordenando-o eu, buscaram e acharam que de tempos antigos aquela cidade se levantou contra os reis, e nela se tem feito rebelião e sedição. Também houve reis poderosos sobre Jerusalém, que dalém do rio dominaram em todo o lugar, e se lhes pagaram direitos, e tributos, e rendas. Agora pois dai ordem para que aqueles homens parem a fim de que não se edifiqe aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim. E guardai-vos de cometerdes erro nisto, porque crescia o dano para prejuízo dos reis? Então depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes se leu perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência. Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.

Ageu e Zacarias exortam os judeus a continuarem a construção do templo
E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profetas, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel lhes profetizaram. Então se levantaram Zorobavel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Josadaque, e começaram a edifiar a casa de Deus, que está em Jerusalém, e com eles os profetas de deus, que os ajudavam. Naquele tempo veio a eles Tatenai,governador dquém do rio, e Setarboznai, e os seus companheiros, e disseram-lhes assim: Quem vos deu ordem para edificardes esta casa, e restaurardes este muro? Então assim lhes dissemos: E quais são os nomes dos homens que construíram este edifício? Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, e não os impediram, até que o negócio veio a Dario, e então responderam por carta sobre isso. Cópia da carta que Tatenai, o governador daquém do rio, com Setarboznai e os seus companheiros, os afarsaquitas, que estavam daquém do rio, enviaram ao rei Dario. Enviaram-lhe uma relação, e assim estava escrito nela: Toda a paz ao rei Dario. Seja notório ao rei que nós fomos à província de Judá, à casa do grande Deus, que se edifica com grandes pedras, e já a madeira se está pondo sobre as paredes, e esta obra apressuradamente se faz, e se adianta em suas mãos. Então perguntamos aos anciãos, e assim lhes dissemos: Quem vos deu ordem para edificardes esta casa, e restaurardes este muro? Demais disto, lhes perguntamos também pelos seus nomes, para tos declararmos, para que te pudéssemos escrever os nomes dos homens que são entre eles os chefes. E esta resposta nos deram, dizendo: Nós somos servos do Deus dos céus e da terra, e reedificamos a casa que foi edificada muitos anos antes, porque um grande rei de Israel a edificou e a aperfeiçoou. Mas depois que nossos pais provocaram à ira o deus dos céus, ele os entregou na mão de Nabucodonosor rei de Babilônia, o caldeu, o qual destruiu esta casa,e transportou o seu povo para Babilônia. Porém no primeiro ano de Ciro, rei de Babilônia, o rei Ciro deu ordem para que esta casa de Deus, se edificasse.  E até os vasos de ouro e de prata, da casa de Deus, que Nabucodonosor tomou do templo qu eestava em Jerusalém e os meteu no templo de Babilônia, o rei Ciro os tirou do templo de Babilônia, e foram dados a um homem cujo nome era Sesbazar, a quem nomeou governador. E disse-lhe: toma estes vasos vai, e leva-os ao templo que está em Jerusalém, e faze edificar a casa de Deus, no seu lugar. Então veio o dito Sesbazar, e pôs os fundamentos da casa de Deus, que está em Jerusalém, e desde então para cá se está edificando, e ainda não está acabada. Agora pois, se parece bem ao rei, busque-se lá na casa dos tesouros do rei, que está em Babilônia, se é veerdade haver uma ordem do rei Ciro para edificar esta casa de deus em Jerusalém, e sobre isto nos faça o rei saber a sua vontade.

O rei Dario confirma a ordem de edificar o templo
Então o rei Dario deu ordem e buscaram na chancelaria, onde se metiam os tesouros em Babilônia. E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo e nele estava escrito um memorial, que dizia assim: No ano primeiro do rei Ciro, o rei Ciro deu esta ordem: Com repeito à casa de Deus em Jerusalém, esta casa se edificará par alugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes, a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados. Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova, e a despesa se fará da casa do rei. Demais disto, os vasos de ouro e e prata da casa de Deus, que Nabucodonosor transportou do templo que estava em Jerusalém, e levou para Babilônia, se tornarão a dar, para que vão ao seu lugar, ao templo que está em Jerusalém, e os levarão à casa de Deus. Agora, pois, Tatenai, governador de além do rio, Setarboznai, e os seus companheiros, os afarsaquitas, que estais de além do rio, apartari-vos dali. Deixa-os na obra desta casa de Deus: para que o governador dos judeus e os judeus edifiquem esta casa de Deus no seu lugar. Também por mim se decreta o que haveis de fazer com os anciãos dos judeus, par aque edifiquem esta casa de Deus, a saber: Que da fazenda dorei, dos tributos dalém do rio, se pague prontamente a despesa a estes homens, para que não sejam impedidos. E o que for necessário, como bezerros, e carneiros, e cordeiros, para holocausto ao Deus dos céus, trigo, sal, vinho e azeite, segundo o rito dos sacerdotes que estão em Jerusalém, e dê-se-lhes de dia em dia, para que não haja falta. Para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus dos céus, e orem pela vida do rei e de seus filhos. Também por mim se decreta que todo o homem que mudar este decreto, um madeiro se arrancará da sua casa,e, levantado, o pendurarão nele, e da sua casa se fará por isso um monturo. O Deus pois que fez habitar ali o seu nome derribe a todos os reis e povos que estenderem a sua mão para o mudarem e para destruírem esta casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, dei o decreto, apressuradamente se execute.
Acaba-se o templo e é consagrado
Então Tatenai, o governador de além do rio, Setarboznai e os seus companheiros, assim fizeram apressuradamente, conforme ao que decretara o rei Dario. E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu, e de Zacarias, filho de Ido, e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario. E os filhos de Israel, os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro, fizeram a consagração desta casa de Deus com alegria. E ofereceram para a  consagração desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros, e doze cabritos por expiação do pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel. E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o ministério de Deus, que está em Jerusalém, conforme ao escrito do livro de Moisés. E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.Porque os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos, e mataram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e par asi mesmos. Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que a eles se apartaram da imundícia das gentes da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel. E celebraram a festa dos pães asmos os sete dias com alegria, porque o Senhor os tinha alegrado e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.

Artaxerxes envia Esdras a Jerusalém para proclamar o edito em favor dos judeus
E passados estas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias. Filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube. Filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote. Filho de Zeraquias, filo de Uzi, filho de Buqui. Filho de Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho de Aarão, o sumo sacerdote. Este Esdras subiu de Babilônia, e era escriba hábil na lei de Moisés dada pelo Senhor Deus de Israel, e, segundo a mão do Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, e dos sacerdotes, e dos levitas, e dos cantores e dos porteiros, e dos netineus, no ano sétimo do rei Artaxerxes. E no mês quinto veio ele a Jerusalém, e er ao sétimo ano deste rei. Porque no primeiro dia do primeiro mês foi o princípio da sua subida de Babilônia, e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele. Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos. Esta é, pois a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do Senhor, e dos seus estatutos sobre Israel. Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, etc. Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir contigo a Jerusalém, vá. Porquanto da parte do rei e dos seus sete conselheiros és mandado para fazeres inquirição em Judá e em Jerusalém, conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão. E para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jeruslaém, e toda a prata e o ouro que achares em toda a província de Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, que voluntariamente oferecerem, par aa casa de seu Deus, que está em Jerusalém. Portanto, comprarás com este dinherio novilhos, carneiros, cordeiros, com as suas ofertas de manjares, e as suas libações, e oferece-as sobre o altar da casa do vosso Deus, que está em Jerusalém. Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazerdes do resto da prata e do ouro, o fareis conforme à vontade do vosso Deus. E os vasos que te foram dados para o serviço da casa de teu Deus, restitui-os perante o Deus de Jerusalém. E o resto do que for necessário para a casa de teu Deus, que te con-
Venha dar, o darás da casa dos tesouros do rei. E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdotes Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, apressuradamente se faça. Até cem talentos de prata, e até cem coros de tribo, e até cem batos de vinho, e até cem batos de azeite, e sal sem conta. Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do céu, prontamente se faça para a casa do Deus do céu,porque para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos? Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, netineus, e ministros desta casa de Deus, que se lhes não possa impor, nem direito, nem antigo tributo, nem renda. E tu, Esdras, conforme à sabedoria do teu Deus, que está na tua mão, põe regedores e juízes, que julguem a todo o povo que está dalém do rio, e a todos os que sabem a leis de teu Deus, e ao que as não sabe os fareis saber. E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, logo se faça justiça dele, quer seja morte, quer degredo, quer multa sobre os seus bens, quer prisão. Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornarmos a casa do Senhor, que está em Jerusalém. E que estendeu para mim a sua beneficência perante o rei e os seus conselheiros e todos os príncipes poderosos do rei. Assim me esforcei, segundo a mão do Senhor sobre mim, e ajuntei dentre Israel alguns chefes para subirem comigo.

A lista dos que voltaram de Babilônia com Esdras
Estes pois são os chefes de seus pais, com as suas genealogias, os que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Artaxerxes: Dos filhos de Finéias, Gérson, dos filhos de Itamaar, Daniel,dos filhos de Davi, Hatus. Dos filhos de Secanias, e dos filhos de Parós, Zacarias, e com ele por genealogias sse contaram até cento e cinquenta homens. Dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zeraquias, e comele duzentos homens. Dos filhos de Secanias, o filho de Jeaziel, e com ele trezentos homens, e dos filhos de Adim, ebede, filo de Jônatas, e com ele cinquenta homens. E dos filhos de Elão, Jesaías, filo de Atalias, e com ele setenta homens. Dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e com ele oitenta homens. Dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e com ele duzentos e dezoito homens. E dos filhos de Selomite, o filho de Josifias, e com ele cento e sessenta homens. E dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e com ele vinte e oito homens. E dos filhos de Azgade, Joanã o filho de Catã, e com ele cento e dez homens. E dos últimos filhos de Adonicão, cujos nomes eram estes: Elifelete, Jeiel e Semaías, e com eles sessenta homens. E dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e com eles setenta homens, e ajuntei-os perto do rio que vai a Aava, e ficamos ali acampados três dias, então atentei para o povo e para os sacerdotes, e não achei ali nenhum dos filhos de Levi. Enviei, pois, Eliézer, Ariel, Semaías, e Elnatã, e Jaribe, e Elnatã, e Netano e Zacarias, e Mesulão, os chefes, como também a Joiaribe, e a Elnatã, que eram sábios. E dei-lhes mandado para Ido, chefe no lugar de Casifia, e lhes pus palavras na boca para dizerem a Ido, seu irmão , eaos netineus, no lugar de Casifia, que nos trouxessem ministros para a casa do nosso Deus. E trouxeram-nos, segundo a boa mão de Deus sobre nós, um homem entendido, dos filhos de Micli, filho de Levi, filho de Israel, a saber:Serebias, com os seus filhos e irmãos, dezoito. E a Hasabias, e com ele Jesaías, dos filhos de Merari, com seus irmãos e so filhos deles, vinte. E dos netineus que Davi e os príncipes deram par ao ministério dos levias, duzentos e vinte netineus, que todos foram expressos por seus nomes. Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, par ano humilharmos diante da face do nosso Deus para lhe pedirmos caminho direito par anós, e para nossos filhos, e para toda a nossa fazenda. Porque me envergonhei de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no camino, porquanto tinhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam  para o bem, mas a sua força e a sua ira sobre todos os que o deixam. Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações. Então separei doze dos maiorais dos sacerdotes, Serebias, Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos. E pesei-lhes a prata, e o ouro, e os  que era a ofera para a casa de nosso Deus, a qual ofereceram o rei e os seus conselheiros, e os seus príncipes e todo o Israel que ali se achou. E pesei em suas mãos seiscentos e cinquenta talentos de prata, e em vasos de prata cem talentos, e cem talentos de ouro. E vinte taças de ouro, de mil dracmas, e dois vasos de bom metal lustroso, tão desejável com ouro. E disse-lhes: Consagrados sois do Senhor, e sagrados são estes vasos, como também esta prata e este ouro, oferta voluntária, oferecida ao Senhor Deus de vossos pais. Vigiai,pois, e guardai-os até que os peseis na presença dos maiorasi dos sacerdotes e dos levitas, e dos príncipes dos pais de Israel, em Jerusalém, nas câmaras da casa de Deus. Então receberam os sacerdotes, e os levitas o peso da prata , e do ouro, e dos vasos, para trazerem a Jerusalém, à casa de nosso Deus. E partimos do rio de Aava, no dia doze do primerio mês, par airmos para Jerusalém, e a mão do nosso Deus estava sobre nós e livrou-nos da mão dos inimigos e dos que nos armavam ciladas no caminho. E viemos a Jerualém, e repousamos ali três dias. E no dia quatro se pesou a prata e o ouro, e os vasos, na casa do nosso Deus, por mão de Meremote, filho do sacerdote Urias, e com ele estava Eleazar, filho de Finéias, e com eles Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binuí, levitas. Conforme ao número e conforme ao peso de tudo aquilo, e todo o peso se descreveu no mesmo tempo. E os transportados, que vieram do cativeiro, o fereceram holocaustos ao Deus de Israel, doze novilhos por todo o Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros, e doze bodes em sacrifício pelo pecado, tudo em holocausto ao Senhor. Então deram as ordens do rei aos sátrapas do rei, e aos governadores de aquém do rio, e ajudaram o povo e a casa de Deus.

Esdras sabe que muitos israelitas casaram com mulheres hetéias e faz oração e confissão a Deus
Acabadas, pois, estas coisas, chegaram-se a mim os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os
Sacerdotes, e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos fereseus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios, e dos amorreus. Porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente santa com os povos destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão. E, ouvindo eu tal coisa, rasguei o meu vestido e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça, e da minha barba, e me assentei atônito. Então se ajuntaram a mim todos os que tremiam da palavras do Deus de Israel por causa da transgressão dos do cativeiro, porém eu me fiquei assentado atônito até ao sacrifício da tarde. E perto do sacrifício da tarde me levantei da minha aflição havendo já rasgado o meu vesitodo e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor meu Deus. E disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, par alevantar a ti a minha face, meu Deus: porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa, e por causa da nossas iniquidades fomos entregues, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, na mão dos reis das terras, à espada, ao cativeiro, e ao roubo, e à confusão do rosto, como hoje se vê.  E agora, como por um pequeno momento, se nos fez graça da parte do Senhor, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem, e par adar-nos uma estaca no seu santo lugar, para nos alumiar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar uma pouca de vida na nossa servidão. Porque servos somos, porém na nossa servidão não nos desamparou o nosso Deus, antes estendeu sobre nós beneficência perante os reis da Pérsia, para revivermos, para levantarmos a casa do nosso Deus, e para restaurarmos as suas assolações, e para que nos desse uma parede em Judá e em Jerusalém. Agora, pois, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Pois deixamos os teus mandamentos. Os queis mataste pelo ministério de teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que entrais para a possuir, terra imunda é pelas imudícias dos teus povos, pelas abominações com que, na sua corrupção, a encheram, duma extremidade à outra. Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhoas não tomareis para vossos filhos, e nunca procurareis a sua paz e o seu bem para que vos fortaleçais, e comais o bem a terra, e a façais possuir a vossos filhos para sempre. E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assum tu, ó nosso Deus, estorvaste que fôssemos destruidos, por causa da nossa iniquidade, e ainda nos deste livramento com o este. Tornaremos pois agora a violar os teus mandamentos, e a aparentar-nos com os povos destas abominações? Não te indignarias tu assim contra nós até de todo nos consumires, até que não ficasse resto nem quem escapasse? Ah! Senhor Deus de Israel, justo és, pois ficamos escapos, como hoje se vê, eis que estamos diante de ti no nosso delito, porque ninguém há que possa estar na tua presença por causa disto.

Os israelitas arrependem-se e despedem suas mulheres hetéias
E orando Esdras assim, e fazendo esta confissão, chorando, e prostrando-se diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel uma mui grande congregação d ehomens e mulheres, e de crianças, porque o povo chorava com grande choro. Então respondeu Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, e disse a Esdras: Nós temos transgredido contra o nosso Deus, e casamos com mulheres estranhas do povo da terra, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel. Agora pois façamos concerto com o nosso Deus de que despediremos todas as mulheres, e tudo o que é nascido delas, conforme ao conselho do Senhor, e dos que tremem ao mandado do nosso Deus, e faça-se conforme a lei. Levanta-te, pois, porque te pertence este negócio, e nós seremos contigo, esforça-te, e faze assim. Então Esdras se levnatou, e ajuramentou os maiorais dos sacerdotes e dos levitas, e a todo o Israel, de que fariam conforme a esta palavra, e eles juraram. E Esdras se levantou de diante da casa de Deus, e entou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe, e, vindo lá, pão não comeu, e água não bebeu, porque estava anojado pela transgressão dos do cativeiro. E fizeram passar pregão por Judá e Jerusalém a todos os que vieram do cativeiro, para que se ajuntassem em Jerusalém. E que todo aquele que em três dias não viesse, segundo o conselho dos príncipes e dos anciãos, toda a sua fazenda se poria em interdito, e ele seria separado da congregação dos cativeiro. Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerualém, era o nono mês, no dia vinte do mês, e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas. Então se levantou Esdras, o sacerdote, e disse-lhes: Vós tendes trangredido, e casates com mulheres estranhas, multiplicando o delito de Israel. Agora pois fazei confissão ao Senhor Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade, e apartai-vos dos povos das terras, e das mulheres estranhas. E respondeu toda a congregação, e disseram em altas vozes: Assim seja, conforme às tuas palavras nos convem fazer. Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui, fora nem é obra dum dia nem de dois, porque somos muitos os que transgredimos neste negócio. Ora ponham-se os nossos principes, por toda a  congregação,sobre este negócio, e todos os que em nossas cidades casaram com mulheres estranhas venham em tempos apontados, e com eles os anciãos de cada cidade, e os seus juízes, até que desviemos de nós o ardor da ira do nosso Deus, por esta causa. Porém somente Jônatas, filho de Asael, e Jeasias, filho de Ticva, se puseram sobre este negócio, e Mesulão, e Sabetai, levita, os ajudaram. E assim o fizeram o que tornaram do cativeiro, e apartaram-se o sacerdote Escras e os homens, cabeças dos pais segundo a casa de seus pais, e todos pelos seus nomes, e assentaram-se no primeiro dia do décimo mês, para inquirirem neste negócio. E acabaram com todos os homens que casaram com mulheres estranhas, até ao primeiro dia do primeiro mês. E acharam-se dos filhos dos sacerdotes que casaram com mulheres estranhas: Dos filhos de Jesua, filho de Josadaque, e seus irmãos, Maaséias, e Eliézer, e Jaribe, e Gedalias. E deram a sua mão de que despediriam suas mulheres, e achando-se culpados, ofereceram um carneiro do rebanho pelo seu delito. E dos filhos de Imer: Hanani, e Zebadias. E dos filhos de Harim, Maaséias, e Elias, e Semaías, e Jeiel, e Uzias. E dos filhos de Pasur: Elioenai.Maaséias, Ismael, Natanael, Jozabade, e Elana, e dos levitas: Jozabade, e Simei, e Quelaías (este é Quelitas), Petaías, Judá,e Eliézer. E dos cantores: Eliasibe, e dos porteiros: Salum, e Telém, e Uri. E de Israel, dos filhos de Parós: Ramias, e Jezias, e Malquias, e Miamim, e Eleazar, e Malquias, e Benaia. E dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, e Jeiel, e Abdi, e Jeremote, e Elias. E dos filhos de Zatu: Elioenai, Eleasibe, Matanias, e Jeremote e Zabade, e Aziza. E dos filhos de Bebai: Joanã, Hananias, Zabai, Atlai. E dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, e Adaías, Jasube, e Seal, Jeremote. E dos filhos de Paate-Moabe: Adma, e Quelal, Benaia, Maséias, Matanias, Besaleel, e Binui, e Manassés. E dos filhos de Harim: Eliézer, Jesias, Malquias, Semaías, Simeão, Benjamim, Maluque, Semarias. Dos filhos de Hasum: Matnai, Matata, Zabade Elifelete Jeremai, Manassés, Simei. Dos filhos de Bani: Maadai, Anrão, e Uel. Benaia, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matnai, e Jaasai, e Bani, e Binuí, Simei, e Selemias, e Natã, e Adaías, Macnadbai, Sasai, Sarai, Azareel, e Selemias, Semarias, Salum, Amarias , José. Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel, e Benaia. Todos estes tinham tomado mulheres estranhas, e alguns deles tinham mulheres  de quem alcançaram filhos.